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Desde que apareceu em “Antigona's Clain” (2000), a heroína grega tem sido solicitada por Judith Butler em sua obra não só para pensar as questões de parentesco, mas também para propor uma política de luto contemporânea. Se a relação com o... more
Desde que apareceu em “Antigona's Clain” (2000), a heroína grega tem sido solicitada por Judith Butler em sua obra não só para pensar as questões de parentesco, mas também para propor uma política de luto contemporânea. Se a relação com o parentesco é tratada profundamente na obra já citada e em “Undoing gender” (2004), a discussão propriamente do luto aparecerá em “Precarious life” (2004) e “Frames of war” (2009). Assim, enquanto na década de 1990, a autora se dedicava a escrever acerca os corpos que importam sob o foco da interpelação de gênero e sexo, a partir dos anos 2000 suas preocupações se ampliarão para os diferentes corpos que valem como vidas vivíveis e passíveis de luto. Na recepção brasileira do pensamento de Judith Butler, se destacará o diálogo estabelecido por Vladimir Safatle. As formulações recentes da pensadora norte-americana aparecem em “Grande hotel abismo” (2012) e “o circuito dos afetos” (2015a). Safatle também utilizará o ato de Antígona para pensar as necessidades da política contemporânea em “o que resta da ditadura” (2010); “dever e seus impasses”(2013) e em seu mais recente texto publicado “quando as ruas queimam: manifesto da emergência” (2016). A inspiração no gesto de Antígona aproximará e distanciará as apostas dos dois autores. Enquanto Butler aborda a política do luto como a emergência de um espaço de aparecimento, Safatle discutirá tal política como a produção de um desamparo necessário.
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O que é enviadescer e qual a sua potência para pensar as interseccionalidades? Para tentar responder essas questões, inicialmente defenderemos que pessoas e coletivos sintonizadxs com as perspectivas queer têm trabalhado com mais ênfase a... more
O que é enviadescer e qual a sua potência para pensar as interseccionalidades? Para tentar responder essas questões, inicialmente defenderemos que pessoas e coletivos sintonizadxs com as perspectivas queer têm trabalhado com mais ênfase a interseccionalidade em suas ações e políticas, pensadas aqui como um artivismo das dissidências sexuais e de gênero. Identificaremos algumas expressões artivistas no Brasil da atualidade e recuperaremos alguns debates sobre as históricas relações entre arte, política e ativismos e, ao final, analisaremos brevemente o trabalho de Mc Linn da Quebrada, que nos ensina como enviadescer para produzir interseccionalidades, ou melhor, nos provoca para pensar em como é necessário incluir o enviadescer nas estratégias que almejam as interseccionalidades.
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Resumo: O presente artigo se dedica à articulação entre as noções de performatividade de gênero, precariedade e espaço de aparecimento presentes na obra da filósofa americana Judith Butler, bem como suas possibilidades de diálogo com as... more
Resumo: O presente artigo se dedica à articulação entre as noções de performatividade de gênero, precariedade e espaço de aparecimento presentes na obra da filósofa americana Judith Butler, bem como suas possibilidades de diálogo com as questões de travestilidades e transgeneridades. Palavras-chave: precariedade, espaço de aparecimento, travestilidades, visibilidade.
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Resumo: Este artigo trata das mudanças discursivas nas abordagens da AIDS no cinema mainstream e literatura norte-americanos a partir de 1996. Ano em que se desenvolvem potentes medicações antirretrovirais que transformariam a face da... more
Resumo: Este artigo trata das mudanças discursivas nas abordagens da AIDS no cinema mainstream e literatura norte-americanos a partir de 1996. Ano em que se desenvolvem potentes medicações antirretrovirais que transformariam a face da epidemia nos países onde as populações possuem acesso ao assim chamado coquetel. Inicia-se uma nova fase de dizibilidade da síndrome associada ao processo de sua " cronificação " ao mesmo tempo em que se consolida certa produção narrativa a partir da memória de acontecimentos e estigmas cada vez mais distantes. Palavras chave: Literatura da Aids. cinema mainstream. memória.

Abstract: This article discusses the discursive changes in approaches to AIDS in the mainstream literature and American film from 1996. Year in which they develop potent antiretroviral medications that would change the face of the epidemic in countries where populations have access to the so-called cocktail. Begins a new phase of speech syndrome associated to the process of "chronicity" while it consolidates certain narrative production from the memory of more distant events and stigmas.
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Índice Das intersecções e tangentes por João Manuel de Oliveira e Lígia Amâncio Parte 1 – Género – Ordem e desordens 1. Assimetria Simbólica. Breve história de um conceito por Lígia Amâncio 2. Estudos da masculinidade e teoria... more
Índice

Das intersecções e tangentes por João Manuel de Oliveira e Lígia Amâncio

Parte 1 – Género – Ordem e desordens

1. Assimetria Simbólica. Breve história de um conceito por Lígia Amâncio

2. Estudos da masculinidade e teoria feminista por António Manuel Marques

3. Desigualdades de género em profissões qualificadas e resistências à mudança – Um percurso de investigação por Maria Helena Santos

4. “Mi cuerpo es mío”. Parentalidades y reproducción no heterosexuales y sus conexiones con otras demandas por Gracia Trujillo
5. Cisheteromonormatividad y Orden Público© por Pablo Pérez Navarro

Parte 2 – Desestabilizar os Géneros e as Sexualidades

6. Trânsitos de Género: leituras queer/trans* da potência do rizoma género por João Manuel de Oliveira

7. Limbos da normatividade: reflexões sobre o género humano nas experiências de cross-dressing por Rita Grave, João Manuel de Oliveira e Conceição Nogueira

8. Branquitude e racialização do feminismo: um debate sobre privilégios por Georgia Grube Marcinik e Amana Rocha Mattos

9. Circuitos integrados? Intersecções de gênero, sexualidade e geração nas vivências afetivo-sexuais de um jovem e sua rede de convívio no nordeste do Brasil por Karla Galvão Adrião, Jaileila Menezes, Emilia Bezerra e Roseane Amorim

10. Enviadescer para produzir interseccionalidades por Leandro Colling, Alexandre Nunes de Sousa e Francisco Soares Sena
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A criação da fotografia, o desenvolvimento dos meios de comunicação e a entrada de mulheres dos países do norte no espaço público possibilitaram que escritoras daquelas nações penetrassem as discussões acerca da guerra. Pensar os... more
A criação da fotografia, o desenvolvimento dos meios de comunicação e a entrada de mulheres dos países do norte no espaço público possibilitaram que escritoras daquelas nações penetrassem as discussões acerca da guerra. Pensar os conflitos armados e suas implicações está presente no trabalho de três delas: Virginia Woolf, Susan Sontag e Judith Butler. Em especial, Três livros, um de cada autora, foram ao longo do tempo se conectando e atualizando seus argumentos: "Os três Guinéus" (1938) de Virginia Woolf; "Diante da dor dos outros” (2003) de Susan Sontag e “Quadros de Guerra” (2009) de Judith Butler. Nossa oficina pretende abordar a ligação entre as três
obras, bem como as reflexões das três escritoras sobre as guerras em outros escritos. Mais do que sugerir uma identidade de escrita feminina, pretendemos dialogar com a noção deleuzeana de "devir-mulher"na escrita, para quem Virginia Woolf era uma referência emblemática.
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